parentalidade positiva, houve uma mãe que perguntou à minha amiga Magda: Como
posso fazer para que a minha filha fale comigo?
que ela tem, e muito menos sei do assunto como ela sabe. Ela é quem ajuda os
pais e tem taxas de sucesso incríveis. Mas esta questão deixou-me a pensar. “Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?”
assusta é perder o vínculo com as minhas filhas. É ficar na ignorância de que
algo bom ou mau lhes aconteceu e eu ser somente uma estranha que vive com elas.
Como posso evitar esta situação? E depois lembrei-me que às vezes a Maria está
a contar-me imensas histórias da escola. A história que se resumiria a amiga que caiu no recreio, mas ela conta com todos os pormenores, desde o que a amiga
vestia, quando falou com ela, que ela mexeu no cabelo, e que de repente veio o outro
menino e lhe puxou o casaco e depois a outra amiga viu um pássaro na árvore…
e entretanto eu estou a acenar com a cabeça mas… deixei de ouvir. E digo: pois,
pois. Até que uma certa altura ela vai entender que eu já não estou a ouvir e
diz: “estás a ouvir mamã?” E eu, sobressaltada abano o corpo e a cabeça e
afirmo: “Sim, claro. O que é que a tua amiga disse?” Ela continua a falar “Não,
ela não disse, mamã ela caiu.” “Ah e como é que ela caiu?” Ela fica com um ar
de meia chateada, meia confusa e volta a repetir a história. Desta vez já a
ouço com atenção.
melhorar, não é algo que controle bem… a minha cabeça perde-se quando ouço
uma história confusa, com pormenores irrelevantes. Mas, caramba, é a minha
filha que está a contar, e tem 6 anos e ainda está a aprender a contar histórias. Se agora não estou atenta ao que ela diz, amanhã ela
vai entender e vai deixar de partilhar comigo “porque não vale a pena!”. E
amanhã eu não vou entender porque é que ela não partilha comigo os maiores
problemas dela e as maiores conquistas. Vou achar que ela está a ser injusta
comigo… logo eu que estive tão presente! E pior do que isso, ela vai deixar de me ouvir!
nós mães e para todos os pais. Está agora nas nossas mãos agarrar estes
momentos. É mais difícil do que parece, porque todos nós temos os nossos
momentos, porque ao jantar já estamos esgotados, cansados, exaustos. As forças
estão a chegar ao fim. A cabeça quer desligar, só queremos arrumar a cozinha num
instante, deitar as crianças e relaxar! Mas é agora ou mais tarde será muito
mais difícil, porque depois vamos criar a estigma no nosso filho, de que nunca
estaremos lá para os ouvir.
ficou de castigo e explicou o motivo sem esconder nada. E foi aí que eu
percebi, está no momento de agradecer a confiança em mim e disse-lhe: “Espero
que tenhas compreendido e não voltes a repetir o que fizeste. Mas queria
agradecer-te, do fundo do coração por teres-me contado isso. Fico muito feliz
que partilhes todos estes momentos comigo.” E foi assim que nos despedimos de
boa noite. E foi aí que entendi: vou ter de a ouvir sempre!
7. Quando o temporizador indicar que faltam 4 min., junte a cevada. Quando faltar apenas 1 minuto, junte o vinho branco.
8. No final do programa, deite 600ml do caldo de espinafres e camarão e seleccione o programa de cozedura lenta P3 a 95 ºC durante 20 min. Coloque a tampa.



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