Sabem aquela sensação de que tudo corre mal? Parece que o dia começou mal e que tudo parece estar do avesso, e nada irá correr bem… Todos temos esses dias. Mas o que queria mesmo dizer-vos é que é sempre uma questão de perspectiva. Nada mais do que tão somente ver os acontecimentos por todos os ângulos.
É tal e qual como quando fotografamos um prato lascado, se o rodarmos disfarçamos, ou até podemos assumir que o facto de estar lascado confere-lhe tão somente personalidade, uso e carisma. Vêem? Não é difícil.
Hoje vou-vos contar o que se passou comigo a semana passada. Faz exactamente uma semana, em que finalmente íamos relaxar durante um fim-de-semana até à Galiza, para a costa, perto de Sanxenxo.
O dia começou razoavelmente. Tinha de fazer as malas rápido, pois ainda tínhamos de ir ver como decorriam as obras (sim… há novidades em relação a obras e projectos, sigam o meu facebook que vou vos contando por lá o que se está a passar). Mas mal me levantei senti dores e desconforto na barriga. Não era muito bom sinal. Alguns problemas foram surgindo, pelo que liguei ao médico assustada. Perante os sintomas, e uma vez que eu ía passar o fim-de-semana fora, achou por bem eu ser vista. O perigo de ruptura da bolsa de água estava iminente, pelo que fiquei verdadeiramente em pânico. Escondi-me da Maria para poder chorar.
Saímos de casa já tarde, com isto tudo a acontecer demoramos o triplo do tempo a fazer o resto das malas (claro que foi o meu marido a fazê-las, eu já praticamente não me mexi mais). Fomos almoçar e fomos à consulta de urgência. Foi tudo alarme falso… uffa. E com essa consulta ficamos a saber que é uma outra menina que aí vem. 🙂
Mais tranquilos, a respirar de alívio, fomos buscar a filhota e fomos controlar as obras e organizar o resto das coisas para podermos partir de fim-de-semana.
Lá fomos, com calma, para um fim-de-semana bem relaxante. Estávamos a passar Braga e o carro começou a apitar. O sinal de temperatura estava no máximo. Tivemos de parar de emergência. Abrimos o capôt e só saía fumo… Não tivemos hipótese nenhuma. Lá chamamos o reboque e voltamos para trás. Já era tarde, não estava nenhuma oficina aberta pelo que o carro teve de ficar na garagem. Trocamos tudo de carro, pegamos no meu e lá fomos de viagem, mas só depois do jantar. Os planos eram chegar a tempo de ainda ir à praia… claro que foi totalmente impossível, chegamos a Espanha às 2h da manhã, com a senhora do apartamento completamente chateada connosco por chegarmos a essa hora.
Com isto, como vos posso dizer que este dia foi um um dia em que fui feliz? Pois posso garantir-vos que fui e muito. E não vos estou a dizer isto só para ficar bem aqui no blogue. Foi a mais pura das verdades.
Ora vejam comigo: o que se passou comigo foi tão somente um susto, nada mais do que isso (que perante o meu historial é sempre assustador, já abortei algumas vezes…). E por causa desse susto fiquei a saber que tenho outra menina e que está óptima, fantástica e ainda levei para as férias umas fotografias dela. 🙂
Em segundo, com o carro, não tivemos nenhum acidente. Estávamos todos bem de saúde. e tirando o facto de ter de voltar para trás, temos a enorme vantagem de ter outro carro. Por isso, só chegamos mais tarde ao nosso destino. Nada mais do que isso. E ainda ficamos a saber mais tarde que o carro tem só um tubo furado, pelo que o arranjo é simples.
Por fim, fomos na mesma de fim-de-semana. Fizemos uns dias de praia óptima e em excelente companhia de dois grandes amigos. Garantidamente, sou muito feliz.
Façam este exercício convosco no dia-a-dia. Vão ver como todos os problemas perdem intensidade. Em vez de pensarem”ahhh tenho tanto azar… tudo me corre mal!”, passem a pensar ao contrário; olhar, ver e apreciar o que realmente têm de bom, e como é mesmo bom.
Para terminar, nada como saborear em conjunto com amigos e/ou família esta tarte bem veranil. Com a fruta da época, vinda directamente da quinta da minha doce Tia. Obrigada Tia, as ameixas são maravilhosas.
Tarte de ameixa
Ingredientes:
Massa quebrada (eu fiz a minha, mas pode ser de compra)
16 ameixas amarelas pequenas partidas em gomos
1 c. de sopa de açúcar
Sementes de 1 vagem de baunilha
1 c. de chá de canela em pó
Hortelã-pimenta picada
Gelado de caramelo
Caramelo líquido
Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa tarteira coloque a massa quebrada e leve ao forno a alourar. Coloque uns feijões secos por cima da massa para que a mesma não levante.
Quando estiver alourada retire e distribua os gomos das ameixas. Polvilhe com a canela, as sementes de baunilha e o açúcar. leve ao forno até caramelizar (sensivelmente 15 – 20 minutos).
Retire do forno e deixe arrefecer. desenforme e decore com a hortelã-pimenta.
Sirva com uma bola de gelado e regue com um fio de caramelo líquido (eu também faço o caramelo em casa, mas há quem use o comprado).





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